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 Freguesia de Amonde e costumes esquecidos no tempo:

      O Sublinhe-se, esta região em particular a freguesia do Amonde merecia um estudo etnográfico cuidadosamente elaborado por uma pessoa qualificada, com bastantes conhecimentos, já que a minha competência se reduz a apreciação muito rudimentar sobre o assunto. Apenas me vou debruçar sobre aspectos que poderão motivar um posterior estudo.
      Recordar os moinhos antigos existentes no Amonde, que tendem a desaparecer por completo com o aparecimento dos moinhos eléctricos, relíquias de cultura que albergam segredos insondáveis e primitivos, movidos por água para triturar o milho para o povo fazer a farinha e com ela o pão para a alimentação diária.
      Curiosamente, esses moinhos comunitários transmitiam-se de forma hereditaria e através de partilhas, assim, cada moinho era propriedade de vários herdeiros. Quem não se lembra de um custume muito original, de se trocarem certos produtos, como por exemplo o pão e a farinha?
      Era muito vulgar , quando a farinha acabava em casa e não tinha havido tempo de môela; lá se ia à casa do vizinho do lado pedir emprestadas umas malgas de farinha. O mesmo acontecia com o pão, recorrendo a vizinho do lado.
      Antigamente vivia-se mais fraternalmente. Hoje nota-se ainda uma convivência fraterna, mas o individualismo e a independência é notória, o que retira logicamente um ambiente de aproximação e felicidade numa comunidade.
      Na verdade, as matanças dos porcos, ainda conservam aqueles costumes primitivos e salutares de grandes festas familiares. Cada casa costuma matar sempre um ou dois porcos, para encher a salgadeira e existir fartura durante todo o ano; aproveita-se para fazer grande quantidade de chouriços, com requinte e sabor , para uma visita inesperada se pôr na mesa, sendo bastantes apreciados pelas pessoas menos acostumadas a esses saborosos enchidos.
      No dia da matança do porco convidam-se todos os familiares e amigos mais íntimos, para partilhar esse trabalho e essa tarefa que se torna alegre, e depois de um jantar servido à base de batata e bacalhau cozido, lá vem a ceia abundante pitéus saborosos e esmerados, regados com bom vinho da nossa aldeia.
      Como se pode reparar neste pequeno texto na freguesia de Amonde, ainda existem coisas boas que se podem aproveitar e outras que não se pode cair no erro de esquecer com o tempo. Por esse motivo devemos divulgar esses pequenos usos e costumes das aldeias rurais, como forma de não se esquecer os bons momentos da vida em sociedade e continuar a viver em harmonia.
      Cabe a nossa Associação cativar desses costumes ainda bem vivos na nossa freguesia, para existir harmonia entre a população desta pequena mas grande freguesia que é o Amonde.


Vasco Morais

     
 
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